Fomos fazer faro às 11h00min. Parece piada, mas
esta ficando cada vez mais difícil de achar campos pra faro na região que
estamos. Toda a grama esta sendo cortada bem no talo em virtude da estação que
entramos (outono). Nesta época, segundo os moradores daqui, já era para estar
nevando. No ano passado a neve começou a cair no final da segunda quinzena de
agosto.
 
Escolhemos um gramado que ficava ao pé de uma
pequena montanha. Ambas as pistas foram marcadas por mim, hora subindo e hora
descendo a pequena montanha. O local não era fácil. O terreno estava bem
pedregoso, mas com vegetação suficiente para marcar uma pista. O lado escolhido
para ser da Priscila, havia muitas marcas dos pneus das máquinas que cortaram o
pasto. A Pista da Priscila foi uma cabeça de cachorro para a direita e a do Sérgio
foi uma cabeça de cachorro para a esquerda.
 
No final do faro, concordamos que não havia sido
uma boa escolha de local. Ambos os cães apresentaram dificuldades em farejar
neste local. Porém nenhum dos dois desistiu. O Irkus se saiu melhor. Sua pista não
tinha as marcas de pneus, porém o lado do Sérgio era o lado mais íngreme da
montanha, como o terreno mais duro.
 
A noite (18h30min) nos encontramos como o pessoal
do clube para treinarmos obediência e proteção. Chegando ao campo estava o time
completo da Argentina, terminando seu treinamento de proteção. Aguardamos eles
terminarem, conversamos um pouco e demos inicio ao nosso treinamento de obediência.
 
Basicamente os dois cães treinaram a mesma coisa.
Distração, um pouco de junto, halter no terreno plano e o mandar em frente.
 
Na proteção decidimos fazer um treino igual prova. Fizemos
todos os exercícios na sequencia da competição, sem premiações, para medirmos o
grau de comprometimento dos cães dentro dos exercícios. Bom, o Zor foi perfeito
de cabo a rabo (mas todos sabem que eu sou o figurante do cão desde sempre). O
cão do Sérgio pecou basicamente nos exercícios que demandam controle e obediência.
 
A primeira proteção que fiz para o Irkus, eu
constatei que já fazia algum tempo que o Sérgio não o mantinha em treinamento,
em virtude de não ter locais em são Paulo, tempo para treino e até falta de
figurante qualificado para tal. Mas isto em minha opinião não vem ao caso, pois
quem sai à chuva é para se molhar. Partindo deste principio traçamos um plano
de primeiro colocar bastante drive no Irkus, pois ele apresentava bastante o
quadro de perder as guardas, mordidas ruins e falta de controle durante a
proteção.
 
Pegamos primeiro o fato das guardas e mordidas.
Trabalhamos isto cinco dias direto. O cão melhorou da agua para o vinho, porem
todos sabem que quando os impulsos aumentam a obediência nem sempre acompanha o
ritmo, quem dirá os controles.
 
Sendo assim após o treino de ontem nós partiremos para
a segunda parte do trabalho. Continuaremos colocando drives porem com controle
e disciplina dentro de todos os exercícios.
 
Vamos dividir o controle da obediência para que
quando o cão esteja em agressão passe sob comando para obediência, quando
estiver em obediência passe sob comando para exercícios de defesa e quando
estiver em luta passar a obediência e agressão.
 
Tenho plena certeza que nós (Sérgio, Priscila e eu)
conseguiremos reverter este quadro. Mesmo porque, o Irkus já foi treinado para tal,
ele só precisa ser relembrado.

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